quarta-feira, 17 de Junho de 2009

o estado a que chegámos...


sábado, 2 de Agosto de 2008

nóias controleiras


sábado, 11 de Novembro de 2006

a esquerda do DN

(e-mail de 10Nov2006 18:45:55 para a Tribuna Livre do DN, jamais publicado)

quem diz, é quem é...

Alguns dias antes neste jornal, li um interessante texto, de autoria do prof. João César das Neves, em que fomos levados a revisitar o monopólio cultural da(s) esquerda(s)... neste (ou deste) país.
Vem hoje este mesmo diário de referência (i.e, de reverência), a pretexto da abertura do congresso do PS português (e do subjectivo duplo aniversário natalício cunhalista-soarista), oferecer 3-folhas-3 à magna questão de «O que é ser de esquerda hoje?».
Quanto ao vosso falso «caleidoscópio de 16» [i.e, 15] figuras – todas da esquerda! –, deram à estampa meia-dúzia de chavões do sr. Mário de Carvalho, conhecido escritor comunista pós-moderno que, precisamente na nobre página 3 (a que está à direita!), bolsa o habitual desdém por quem é de si diverso.
Carece este leitor (que só sabe ler-escrever-e-contar) da capacidade de síntese, que o autor do texto acima citado plenamente demonstrou sobre o tema do império esquerdino, designadamente nos meios de comunicação (dita) social. E reconhecidamente faltando a originalidade e a pachorra, obviamente reage – pois que de reaccionário para baixo tem sido tratado, pelo critério editorial desta Tribuna Livre [!?], quem reage ao(s) modo(s) como tem o DN de há mais de 3 décadas a esta parte desconsiderado a diversidade ideológica dos seus leitores –, g(l)osando o dito ex-PCP.
Evidente, o acintoso sr. Mário de Carvalho fala da «direita». Mas como já não há muita pachorra p'ró esquerdismo militante, ao ler aquela vacuidade discursiva de lugares-comuns, dei por mim a trocar direita por esquerda... e prontos!
Ora então leiam lá aquilo, mas agora e aqui deste outro lado, como eu interpretei:
«Não sei como se pode ser de esquerda. É viver e pensar entre zinabres [!?], bolores e cotões. A esquerda não tem, nem nunca teve, propostas: tem slogans. A esquerda não defende nem nunca defendeu causas: mas interesses. A esquerda não cria ideias: inventa pretextos. A esquerda não expressa razões: faz propaganda. A esquerda é a imagem do nosso atraso, responsável e promotora do que há de mais boçal, retrógrado e deprimente na sociedade portuguesa. Quando alguém se proclama de esquerda (e é de ressalvar que, individualmente falando, há na esquerda gente estimável e respeitável a muitos títulos) assume um lastro de opressão, violência, ignomínia, obscurantismo, que pesa através dos séculos e que nos vem diminuindo e amesquinhando até aos nossos dias».